Nos filmes eles parecem ser grandes, mas a verdade é que eles são planejados pra crianças, então não há espaço suficiente para acomodar as pernas. E pra piorar a situação acabei ficando na bendita cadeira bem em cima do pneu. Nós também tinhamos sido avisados pra levarmos lanches, pois na reserva não vende comida, obviamente. O problema é que não deu tempo de preparar nem comprar nada pra levar. A sorte é que com o dinheiro que sobrou, o pessoal comprou alguns refrigerantes e lanches coletivos. Apesar das adiversidades, a viagem foi bem tranquila. É um pouco distante, e como paramos pra tomar café da manhã na ida, a viagem durou suas quatro horas. Chegamos lá perto do meio dia, e au tentar entrar no parque os guardas falaram que não havia espaço para o ônibus estacionar lá dentro, e que o motorista não podia entrar, nos deixar e sair. (???) Enfim, teríamos que ficar ali até às 7 da noite, então o motorista decidiu nos levar para outra praia bem próxima, onde poderíamos passar o dia. No fim, ele nos deixou lá e foi para uma cidade próxima, disse que voltaria às 7 da noite para nos pegar. O detalhe é que a praia simplesmente não tinha o que ver, e estava fazendo muito, muito, muito frio (foto). Pelo menos pra mim, pois os canadenses estavam tomando banho na água gelada muito naturalmente.
Como é que a gente viaja 4 horas pra conhecer um paraíso e vai parar num lugar tão sem graça? Claro que resolvemos tentar entrar no parque andando. Já o que o ônibus não poderia entrar, nós iriamos à pé. Então andamos cerca de 1,5 km até a entrada do parque novamente. Mas ao chegar lá, o segurança me avisa que pra chegar até o lago, são 10 km de estrada dalí em diante, e mais 1 km de trilha! E além disso, a pista era estreita e sem acostamento, e se fossemos andando correríamos o risco de sermos atropelados (povo dramático). Enfim, estávamos na entrada do parque, com medo de entrar, sem sinal de telefone pra chamar o motorista do ônibus, e teríamos que esperar umas 5 horas até ele voltar, e ele voltaria pra o lugar onde nos deixou, não onde estávamos. Depois de tentarmos achar uma solução, aparentemente encontramos uma luz no fim do túneo. O parque dispunha de uns ônibus que buscavam turistas na cidade pra levarem pra dentro do parque. Ao falarmos com o motorista, ele disse que teria que ir na cidadade, mas voltaria ao parque pra pegar os turistas que deixou. E que ao voltar, poderia levar 24 de nós pra dentro. Se ele só poderia levar 24, os demais teriam que arrumar outra forma de entrar. Mas aí perguntamos ao segurança como poderiamos sair, uma vez que entrássemos no parque. E ele respondeu QUE O NOSSO ÔNIBUS PODERIA ENTRAR PRA NOS PEGAR LÁ! (WTF?????????????) Então o ônibus do parque foi embora e ficamos à espera do seu retorno. Algumas pessoas resolveram pedir carona às pessoas que entravam de carro, assim quem não fosse no ônibus também chegaria lá. Mas isso não é uma tarefa fácil. Primeiro, o segurança (super gente boa por sinal), pediu que quem fosse pedir carona ficasse em grupos pequenos pra não assustar as pessoas. Os orientais que passavam simplemente fechavam o vidro quando viam as pessoas pedindo carona, mas alguns canadenses foram super gentis e deram carona às pessoas. Teve gente que foi até na mala! No fim, ficamos num grupo de 26 pessoas à espera do motorista, quando de repende chega uma guarda velha nojenta dando esporro no guarda camarada que estava nos ajudando e dizendo que o melhor era que nós desaparecêssemos dalí. Muito provavelmente alguns daqueles orientais safados foram reclamar lá dentro. Aí começou a tensão...
Resolvemos sair da entrada do parque e decemos um pouco na estrada. Então quando menos esperamos o ônibus do parque volta, mas volta LOTADO. O motorista safado nos enganou. Então algumas pessoas voltaram a pedir carona, e provavelmente reclamaram de novo, porque de repente desce um carro da guarda do parque até o ponto onde estávamos. Todo mundo ficou assustado na hora com medo de ser deportado na primeira semana, mas no fim, eles vieram dizer que permitiríam que nosso ônibus entrasse e nos levasse para podermos juntar novamente o grupo. E pediu que respeitássemos as pessoas que estavam no parque e aproveitássemos o rsesto do dia. Ele então usou o rádio pra entrar em contato com nosso motorista e 15 minutos depois ele chegou onde estávamos. Só que já era cerca de 4:20 da tarde, mas enfim conseguimos entrar. Na guarita pra pagar o estacionamento, o organizador da viagem (Raphael) e o motorista, levaram um pequeno esporro dos guardas. Mas enfim chegamos ao parque.
Ao chegarmos lá, o pessoal que já tinha entrado deixou um bilhete nos informando onde nos encontraríamos, o próximo passo foi então encarar a trila. Mas aí foi só alegria. O lugar é espetacular! A gente andava no meio da floresta. Aí uma foto da trilha:
Bom chegando lá, o lugar realmente é um paraíso. É um lugar que sem dúvidas vale a pena conhecer e passar um dia explorando. Há algumas cavernas e vários lugares muito bonitos pra visitar. Pena que não pudemos passar mais tempo explorando o lugar. Alguns até se aventuraram a dar um mergulho, mas a água é bem gelada, e como estou acostumado à Praia dos Carneiros e suas águas quentes, resolvi ficar na minha. Então caso um dia você venha ao Canadá, mais precisamente à Ontario, não deixe de ir ao parque nacional de Bruce Peninsula. MAS VÁ DE CARRO! Abaixo seguem algumas fotos:














Mto massa! :D
ResponderExcluircontinua escrevendo. o bacana do blog é ler seus arquivos depois de muito tempo. Vc revive sua própria história, eu mesmo sou capaz de lembrar tudo que sentia na época de um post antigo só em ler novamente.
mais que te seguindo, te acompanhando :D
bjs